Vou dar uma pausa até o início do ano que vem. Um respiro necessário, para iniciar vida nova e emprego novo com todo o gás.
Desejo a todos um excelente 2008, com muito sucesso e prosperidade.
Vou dar uma pausa até o início do ano que vem. Um respiro necessário, para iniciar vida nova e emprego novo com todo o gás.
Desejo a todos um excelente 2008, com muito sucesso e prosperidade.
Acompanhe a trajetória do balão do Google Maps sobrevoando a cidade. Bem legal, o vídeo é sincronizado com o vôo. Reparou que o balão é igual aos “pins”?


Muito tem sido discutido nas listas na internet sobre o “lançamento” do Kindle, o leitor portátil de livros da Amazon. Em paralelo às opiniões sobre o design do aparelho (para alguns, “quadrado e angular demais, semelhante a eletrônicos japoneses dos anos 80″), a restrição de formatos e até mesmo questões ambientais suscitadas pela redução do consumo de celulose, gostaria de debater o papel do livro (trocadilho proposital) em tempos de mobilidade e ubiqüidade.
Como podem notar, essas últimas semanas estou profundamente contaminado pelas reflexões trazidas pela Santaella no seu livro novo. Seguem alguns trechos:
“Depois da invenção de Gutenberg, durante pelo menos quatro séculos, a cultura do livro e do texto impresso reinou soberana. Estendendo-se do século XV ao XIX, essa foi a era das letras, na qual o texto escrito dominou como produtor e difusor do saber e da cultura. O livro impresso, feitos de registros facilmente duplicáveis e transmissíveis, transformou a informação em objeto transportável, rompendo com os mistérios do conhecimento reservado a poucos privilegiados, eruditos religiosos e nobres, e expandindo a capacidade de leitura.”
Bom, a questão mais superficial que aparece quando se fala em livros eletrônicos e leitura no computador, é a de que o livro tradicional tende a acabar ou ser substítuido por gadgets. Acho que todos sabemos que não é bem assim… Mais um trecho legal:
“Vale lembrar, ademais, que a perda da hegemonia do livro não significa que qualquer mídia possa substituí-lo. Se pudesse, o livro já teria desaparecido. Justamente porque não pode, os livros continuaram não só a existir, mas a se multiplicar. Na realidade, quando surge um novo meio de comunicação, ele não substitui o anterior ou os anteriores, mas provoca um refuncionalização no papel cultural que era desempenhado pelos meios precedentes. Via de regra, um período inicial de impacto é seguido por uma readaptação gradativa até que um novo desenho de funções se instale.”
SANTAELLA, Lucia. Linguagens líquidas na era da mobilidade. São Paulo: Paulus, 2007.
A pintura não desapareceu com o advento da fotografia, que também não desapareceu com o surgimento do cinema, que também não desapareceu com a televisão e o vídeo. O livro está aí, e tais invenções (como o próprio Kindle), só reforçam o poder da mobilidade e a intensiva intimidade das interfaces computacionais em nosso cotidiano (quem já teve a oportunidade de brincar um pouco com o Iphone já sentiu isso de maneira muito evidente), mas, no entanto, sem a pretensão de engolir o hábito de ler no papel. Por outro lado, se os inventores do Kindle forem pretensiosos a esse ponto, logo o produto cairá em desuso.
Os gadgets introduzem novos comportamentos culturais para lidar com a informação. O foco, falando como arquiteto de informação, deve estar voltado justamente para identificar esses movimentos para pensar sempre em propostas mais adequadas de navegação e organização da informação.
Acho que não me sinto desconfortável em ler no computador.
Obs. pós-post: não deixem de ler abaixo o comentário do Thiago.
Três leis básicas da cibercultura remix:
“1. A liberação do pólo de emissão: o excesso e a circulação virótica da informação representam a emergência de vozes e discursos anteriormente reprimidos pela edição de informação nas mídias de massa.
2. A rede está em todos os lugares. Trata-se do princípio de conectividade generalizada que teve início com a transformação do computador pessoal em computador coletivo, desde o surgimento da Internet, e o atual computador coletivo móvel nesta era da ubiqüidade e da computação pervasiva permitidas pelos celulares e redes wi-fi.
3. A lei da reconfiguração. Não apenas uma mídia reconfigura a outra, mas também modificam-se as estruturas sociais, as instituições e as práticas comunicacionais.”
Santaella, dialogando com André Lemos.
SANTAELLA, Lucia. Linguagens líquidas na era da mobilidade. São Paulo: Paulus, 2007. P 270.
Vejam também o site:
http://www.makemylogobiggercream.com/
Divulgação de um seminário com o pessoal da PUC-SP. Muito interessante, estarei lá!
MOTOMIX 2007
Mostra de Arte Multimídia MOTOMIX
Data: de 28 de novembro a 3 de dezembro
Onde: Cinemateca Brasileira
Endereço: Largo Senador Raul Cardoso, 207 Vila Clementino
SEMINÁRIO CIDADE EM REDE
http://www.motomix2007.com
Programação
Ciclo de Palestras “Cidade em rede”
Quarta-feira 28 de novembro das 20h às 21h45
Maria Lúcia Santaella: “Imagens Líquidas”
Stanza: “Sensity”
Moderador: Fernando Velázquez
Quinta-feira 29 de novembro das 20h às 21h45
Marcos Ferreira dos Santos: “Os nomadismos e os fluxos no imaginário”
Nelson Brissac Peixoto: “Cidade em fluxo”
Moderador: Magaly Prado
Sexta-feira 30 de novembro das 20h às 21h45
Marcelo Tramontano: “A cidade e as novas mídias”
Lucia Leão: “Os Neo-nômades”
Moderador: Júlia Blumeschein
Tenho pesquisado bastante sobre visualização de dados dinâmicos. Acho que é um tema que se aproxima bastante da arquitetura e do design da informação, por tratar da organização da complexidade de novas maneiras.
Vejam alguns links muito interessantes:
Iconographic news headlines
Paula Scher: Maps series
Data visualisation of a social network
Generative art
Delicious discover
Dois ótimos sites com referências:
http://www.visualcomplexity.com
http://infosthetics.com/