Pausa para fim de ano

Vou dar uma pausa até o início do ano que vem. Um respiro necessário, para iniciar vida nova e emprego novo com todo o gás.

Desejo a todos um excelente 2008, com muito sucesso e prosperidade.

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Balão do Google Maps em SP

Acompanhe a trajetória do balão do Google Maps sobrevoando a cidade. Bem legal, o vídeo é sincronizado com o vôo. Reparou que o balão é igual aos “pins”?

Balão do Google Maps

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User experience of the future

Vejam algumas tecnologias interativas bem legais que estarão próximas do nosso cotidiano logo logo.

Cheoptics360

reactable

Multi-touch screen

Multi-touch screen

Multi-touch screen

Microsoft surface

Microsoft surface

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Arquitetura da informação e estruturas hipertextuais

Desde um pouco antes do EBAI, tenho me interessado em investigar as mudanças e a evolução da arquitetura da informação a partir da introdução de novos conceitos descentralizados de organização da informação, como por exemplo a Folksonomia.

Vejam esses dois links, ajudam a situar um pouco o que eu estou dizendo:

a) Apresentação do Fred sobre o “samba do crioulo doido”

b) Ontology is Overrated: Categories, Links, and Tags (acho até que já coloquei esse link aqui antes…)

Tenho visto muita gente estudar Ontologia e Web semântica em busca de uma solução para o problema do desordenamento e caos informacional e para a construção mais “inteligente” de dados articulados entre si. Acho que são estudos muito pertinentes, mas que se aplicam a universos restritos, como por exemplo, comunidades que compartilham vocabulários mais ou menos comuns, estruturas mais rígidas e hierárquicas de informação, etc.

Particularmente, tenho mais interesse em estudar estruturas e fenômenos bottom-up de navegação e organização da informação. Acho que modelos como a folksonomia refletem algo de muito valor, que é a “rede viva”, orgânica, fluida, construída e mantida pelos seus próprios usuários e entusiastas. Algo parecido com o movimento do software livre e o creative commons, no sentido de dar poder à própria comunidade de definir seus valores e rumos.

Sobre estruturas não hierárquicas e fluidas de navegação em conteúdo hipermídia, destaco mais um trecho das minhas recentes leituras:

As estruturas textuais modulares e as multitemáticas que usam uma variedade de modos de organização e cruzamentos de informações verbais e visuais, pensadas em estruturas multidimensionais, por seu lado, são mais representativas do hipertexto, em comparação a estruturas hierárquicas e lineares e alta coesão.

“Embora nada impeça que um hipertexto se estruture hierarquicamente, as estruturas modulares e multitemáticas é que são capazes de fazer jus ao seu potencial multidimensional. É esse potencial que tem levado muitos estudiosos a comparar o funcionamento por meio de conexões associativas do hipertexto com o modo como o cérebro trabalha, isto é, um tipo de organização que mimetiza a estrutura da memória. Evidentemente, esse funcionamento só se perfaz porque o design lógico de um hipertexto deve prever a margem de liberdade interativa do usuário. O que deve haver, portanto, é um equilíbrio entre os dispositivos de orientação para a leitura e o potencial para as escolhas poliseqüenciais do leitor. É em virtude disso que o labirinto tem sido a mais hábil entre todas as metáforas para descrever o hipertexto, pois no labirinto, o prazer de se perder só pode ser intensificado quando apoiado na expectativa persistente de que a promessa de um alvo a ser atingido será eventualmente cumprida.”

SANTAELLA, Lucia. Linguagens líquidas na era da mobilidade. São Paulo: Paulus, 2007. P. 314.

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Links tipográficos

Dan Collier

Dan Collier

Dan Collier, o designer dono do projeto.

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O papel do livro sem papel

kindle

Muito tem sido discutido nas listas na internet sobre o “lançamento” do Kindle, o leitor portátil de livros da Amazon. Em paralelo às opiniões sobre o design do aparelho (para alguns, “quadrado e angular demais, semelhante a eletrônicos japoneses dos anos 80″), a restrição de formatos e até mesmo questões ambientais suscitadas pela redução do consumo de celulose, gostaria de debater o papel do livro (trocadilho proposital) em tempos de mobilidade e ubiqüidade.

Como podem notar, essas últimas semanas estou profundamente contaminado pelas reflexões trazidas pela Santaella no seu livro novo. Seguem alguns trechos:

“Depois da invenção de Gutenberg, durante pelo menos quatro séculos, a cultura do livro e do texto impresso reinou soberana. Estendendo-se do século XV ao XIX, essa foi a era das letras, na qual o texto escrito dominou como produtor e difusor do saber e da cultura. O livro impresso, feitos de registros facilmente duplicáveis e transmissíveis, transformou a informação em objeto transportável, rompendo com os mistérios do conhecimento reservado a poucos privilegiados, eruditos religiosos e nobres, e expandindo a capacidade de leitura.”

Bom, a questão mais superficial que aparece quando se fala em livros eletrônicos e leitura no computador, é a de que o livro tradicional tende a acabar ou ser substítuido por gadgets. Acho que todos sabemos que não é bem assim… Mais um trecho legal:

“Vale lembrar, ademais, que a perda da hegemonia do livro não significa que qualquer mídia possa substituí-lo. Se pudesse, o livro já teria desaparecido. Justamente porque não pode, os livros continuaram não só a existir, mas a se multiplicar. Na realidade, quando surge um novo meio de comunicação, ele não substitui o anterior ou os anteriores, mas provoca um refuncionalização no papel cultural que era desempenhado pelos meios precedentes. Via de regra, um período inicial de impacto é seguido por uma readaptação gradativa até que um novo desenho de funções se instale.”

SANTAELLA, Lucia. Linguagens líquidas na era da mobilidade. São Paulo: Paulus, 2007.

A pintura não desapareceu com o advento da fotografia, que também não desapareceu com o surgimento do cinema, que também não desapareceu com a televisão e o vídeo. O livro está aí, e tais invenções (como o próprio Kindle), só reforçam o poder da mobilidade e a intensiva intimidade das interfaces computacionais em nosso cotidiano (quem já teve a oportunidade de brincar um pouco com o Iphone já sentiu isso de maneira muito evidente), mas, no entanto, sem a pretensão de engolir o hábito de ler no papel. Por outro lado, se os inventores do Kindle forem pretensiosos a esse ponto, logo o produto cairá em desuso.

Os gadgets introduzem novos comportamentos culturais para lidar com a informação. O foco, falando como arquiteto de informação, deve estar voltado justamente para identificar esses movimentos para pensar sempre em propostas mais adequadas de navegação e organização da informação.

Acho que não me sinto desconfortável em ler no computador.

Obs. pós-post: não deixem de ler abaixo o comentário do Thiago.

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Estética da remixabilidade

Três leis básicas da cibercultura remix:

“1. A liberação do pólo de emissão: o excesso e a circulação virótica da informação representam a emergência de vozes e discursos anteriormente reprimidos pela edição de informação nas mídias de massa.

2. A rede está em todos os lugares. Trata-se do princípio de conectividade generalizada que teve início com a transformação do computador pessoal em computador coletivo, desde o surgimento da Internet, e o atual computador coletivo móvel nesta era da ubiqüidade e da computação pervasiva permitidas pelos celulares e redes wi-fi.

3. A lei da reconfiguração. Não apenas uma mídia reconfigura a outra, mas também modificam-se as estruturas sociais, as instituições e as práticas comunicacionais.”

Santaella, dialogando com André Lemos.

SANTAELLA, Lucia. Linguagens líquidas na era da mobilidade. São Paulo: Paulus, 2007. P 270.

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Make my logo bigger

Vejam também o site:
http://www.makemylogobiggercream.com/

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Seminário cidade em rede

Divulgação de um seminário com o pessoal da PUC-SP. Muito interessante, estarei lá!

MOTOMIX 2007
Mostra de Arte Multimídia MOTOMIX
Data: de 28 de novembro a 3 de dezembro
Onde: Cinemateca Brasileira
Endereço: Largo Senador Raul Cardoso, 207 Vila Clementino
SEMINÁRIO CIDADE EM REDE
http://www.motomix2007.com/blog2/

Programação

Ciclo de Palestras “Cidade em rede”

Quarta-feira 28 de novembro das 20h às 21h45
Maria Lúcia Santaella: “Imagens Líquidas”
Stanza: “Sensity”
Moderador: Fernando Velázquez

Quinta-feira 29 de novembro das 20h às 21h45
Marcos Ferreira dos Santos: “Os nomadismos e os fluxos no imaginário”
Nelson Brissac Peixoto: “Cidade em fluxo”
Moderador: Magaly Prado

Sexta-feira 30 de novembro das 20h às 21h45
Marcelo Tramontano: “A cidade e as novas mídias”
Lucia Leão: “Os Neo-nômades”
Moderador: Júlia Blumeschein

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Visualização de dados dinâmicos

Tenho pesquisado bastante sobre visualização de dados dinâmicos. Acho que é um tema que se aproxima bastante da arquitetura e do design da informação, por tratar da organização da complexidade de novas maneiras.

Vejam alguns links muito interessantes:

Iconographic news headlines
Paula Scher: Maps series
Data visualisation of a social network
Generative art
Delicious discover

Dois ótimos sites com referências:
http://www.visualcomplexity.com
http://infosthetics.com/

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