O Designer de interface

“Não há artistas que trabalhem no meio da comunicação da interface que não sejam, de uma maneira ou de outra, também engenheiros. (…) Os artesãos da cultura da interface não tem tempo a perder com essas divisões arbitrárias. Seu meio se reinventa a si mesmo depressa demais para admitir falsas oposições entre tipos criativos e programadores. Eles se tornaram uma outra coisa, uma espécie de nova fusão de artista e engenheiro – profissionais da interface, cyberpunks, web masters – incubidos da missão épica de representar nossas máquinas digitais, de dar sentido à informação em sua forma bruta.”

Um pouco exagerado né… Ok… “missão épica” é um pouco forçado… Mas vamos considerar que foi escrito em 1997, momento que apontava para muitas mudanças no cenário da tecnologia e da computação.

JOHNSON, Steven. Cultura da interface: como o computador transforma nossa maneira de criar e comunicar. Rio de Janeiro: Zahar, 2001.

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Alguns números sobre Web 2.0

Uma das palestras do IA Summit 2008.

O título engana um pouco e certamente a amostragem se refere a um universo distinto da realidade brasileira. Mas achei que alguns pontos são válidos: ainda que óbvios, reforçam fatores muito relevantes.

– o poder dos mecanismos de busca na compra de produtos on-line;
– as pessoas confiam nos ratings e reviews dos outros usuários ao escolher um produto ou uma loja;
– as home pages estão perdendo a importância, uma vez que é cada vez mais freqüente chegar a um determinado conteúdo interno por uma busca ou seguindo um link específico.

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Tecnologia e cultura

“O primeiro pintor de cavernas era artista ou engenheiro? Era ambas as coisas, é claro, como o foram, em sua maior parte, os artistas e engenheiros desde então. Mas temos o hábito – cultivado por muito tempo – de imaginá-los como separados, os dois grandes afluentes correndo incessantemente para o mar da modernidade e dividindo, em seu curso, o mundo em dois campos: os que habitam nas margens da tecnologia e os que habitam na margem da cultura. (…)

Qualquer analista profissional de tendências nos dirá que os mundos da tecnologia e da cultura estão colidindo. Mas o que surpreende não é a própria colisão – é o fato de ela ser considerada novidade.”

JOHNSON, Steven. Cultura da interface: como o computador transforma nossa maneira de criar e comunicar. Rio de Janeiro: Zahar, 2001.

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Keep it simple

Eric Burke

(Essa imagem está rolando nas listas de discussão, peço desculpas a quem já viu…)

Um comentário interno: post motivado pelo treinamento que presenciei hoje de manhã.

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Um pouco de etimologia

Informação – A raiz do termo vem de formatio e forma, que transmitem a idéia de moldar algo ou formar um molde. O termo se tornou popular a partir da invenção da imprensa, que organizava as palavras e frases em uma forma.

Cálculo – Latin calculus, pedra. Origem remete ao ábaco, calculadora dos povos antigos. Algarismos e operações eram representados em pequenas pedras presas à varetas de madeira.

Digitaldigitus, dedo em latin. Os caras usavam justamente sua habilidade com os dedos para fazer cálculos.

Possíveis interpretrações estranhas:

Cálculo renal
– dói muito.

Impressão digital – recentemente tirei segunda-via da minha carteira de indentidade e, ao me dirigir à sala para registrar minhas ‘impressões digitais’, por impulso veio à minha cabeça as gráficas rápidas… Em seguida, pensei em uma tecnologia de armazenamento das marcas dos dedos no computador por meio de leitores ópticos, tipo aqueles leitores de códigos de barras nos caixas eletrônicos. Saí com os dedos pretos de tinta, rindo sozinho. Mas pelo menos eles fornecem uns papéis úmidos para limpeza das mãos.

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A nova cartografia

“Maps are everywhere these days. The ubiquity of global positioning systems (GPS) and mobile directional devices, interactive mapping tools and social networks is feeding a mapping boom. Amateur geographers are assigning coordinates to everything they can get their hands on—and many things they can’t. “Locative artists” are attaching virtual installations to specific locales, generating imaginary landscapes brought vividly to life in William Gibson’s latest novel, Spook Country. Indeed, proponents of “augmented reality” suggest that soon our current reality will be one of many “layers” of information available to us as we stroll down the street.”

Jessica Clark, THE NEW CARTOGRAPHERS 

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Ciberespaço: informação tátil

“Cyberspace is a new form of perspective. It does not coincide with the audio-visual perspective which we already know. It is a fully new perspective, free of any previous reference: it is a tactile perspective. To see at a distance, to hear at a distance: that was the essence of the audio-visual perspective of old. But to reach at a distance, to feel at a distance, that amounts to shifting the perspective towards a domain it did not yet encompass: that of contact, of contact-at-a-distance: tele-contact.”

Paulo Virilio

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Games and Iphone

Mais uma dele:

“I think by far the most important news today came in the form of those game demos. We knew the SDK was coming; we knew that some kind of enterprise support was coming. But you watched those games — particularly with the accelerometer support — and it was suddenly clear that the iPhone platform is potentially a serious competitor to the DS and the PSP. That’s a whole new industry that Apple has NEVER seriously tried to be competitive in, but the touch and accelerometer hardware/software built into the iPhone means that they are — literally overnight — the Wii of the handheld gaming market: a platform where the controller innovation changes all the rules.”

http://www.stevenberlinjohnson.com/2008/03/games-and-the-i.html

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Jenkins and Johnson

Henry Jenkins and Steven Johnson Keynote

Veja a imagem toda aqui: Henry Jenkins and Steven Johnson keynote

Blog do Jenkins

Blog do Johnson

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Convergência

“Current discussion about media convergence often implies a singular process with a fixed end point: all media will converge; the problem is simply to predict which media conglomerate or which specific delivery system will emerge triumphant. But if we understand media convergence as a process instead of a static termination, then we can recognize that such convergences occur regularly in the history of communications and that they are especially likely to occur when an emerging technology has temporarily destabilized the relations among existing media. On this view, convergence can be understood as a way to bridge or join old and new technologies, formats and audiences. ”

THORBURN, David. JENKINS, Henry. Rethinking media change: the asthetics of transition. London: MIT Press, 2003.

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